Dando continuidade as reflexões sobre finanças pessoais, vou falar sobre controle de gastos. Sei que vocês já ouviram, ou leram, que não devemos gastar mais do que se ganha. É verdade, não devemos gastar mais do que se ganha.
O ideal seria que criássemos condições de comprar o que precisamos (ou desejamos) a vista, que nos daria poder para barganhar vantagens, ou o preço final do produto. Mas infelizmente esta não é a realidade para a maioria, que acaba se sujeitando a financiamentos para a aquisição de bens de consumo.
Depois de alguns livros (que mencionarei como sugestão no final do artigo) e paletras ficou claro que o primeiro passo a saúde financeira é o controle. Controle para pagar todas as contas, controle para saber quando se tem liberdade para gastar um pouco mais, controle para poupar e controle para saber investir, apesar das oscilações do mercado.
Abaixo algumas informações que corroboro sobre gastar o próprio dinheiro:
· Quem compra a vista gasta mais consigo e tem menos pesadelos com dívidas de médio e longo prazo. O desafio é desenvolver uma habilidade que reprima o desejo compulsivo de comprar e reserve o financiamento para o considerado essencial.
· Manter as contas rotineiras e financiamentos dentro do orçamento mensal. No último domingo, 1/2/2009, o Jornal do Brasil publicou em seu caderno de economia uma estratégia interessante para o controle do orçamento. Batizado como método ABCD para as finanças ele organiza as despesas da seguinte forma: A, para os gastos com ALIMENTAÇÃO. Reuna tudo. Compras em mercado e feiras; B, para os gastos BÁSICOS. Estão nestes aluguel, condomínio, financiamentos, água, luz, telefonia e higiene pessoal; C, para os itens de caráter CONTORNÁVEL. São aquelas coisas que você possui para seu bem estar, mas que na hora do aperto poderia abrir mão nas horas difíceis; D, para todo o resto DISPENSÁVEL. Aqui ficam os exageros que cometemos por impulsos. Compras desnecessárias ou passeios com o dinheiro que deveria ser utilizados nos itens A e B. Se você não possui uma planilha para controle de gastos recomendo a que o BOVESPA disponibiliza gratuitamente em http://www.bovespa.com.br/Investidor/Educacional/Orcamento.asp. Com pequenos ajustes ela lhe será muito útil.
· Atenção àqueles que se fazem de cartões de crédito e cheque especial. Em um piscar de olhos é o suficiente para ser engolido pelos spreads.
· Criar um plano B para as fatalidades da vida profissional. Por quanto tempo hoje você conseguiria manter seu estilo de vida desempregado? Quantos salários você tem como reserva para uma emergência como esta? Vale lembrar que este dinheiro precisa estar em uma aplicação de fácil acesso. Não é com este dinheiro que você conseguirá grandes dividendos.
· Poupe em busca de um futuro melhor. Aquele que poupa, reune capital suficiente para investir em aplicações mais rentáveis e mudar sua condição financeira em longo prazo. O artigo EU NÃO SABIA POUPAR fica como minha sugestão para se iniciar uma poupança. Mais para frente você terá que decidir como multiplicará seu capital. Aprender a gerir sua cesta de investimento, ou se fazer dos agentes de mercado e seus produtos.
Este é o princípio básico da riqueza. Percebeu como enriquecer é complicado? Existe uma fronteira muito tênue entre o que pode ser feito e o que tem que ser feito para sair de uma vida desregrada e envolta a dívidas.
Em relação a livros sobre o assunto, recomendo:
· O Homem mais Rico da Babilônia
· Pai Rico, Pi Pobre
· Casais Inteligentes Ficam Ricos
· Como Ganhar Dinheiro no Mercado Financeiro