Depois de um 2009 com muitas possibilidades de investimento em uma BOVESPA consistente, graças a nossa estabilidade econômica, enfrentamos um 2010 com a bolsa em baixa, crise na Europa e uma impressionante desvalorização do euro. Quem estava posicionado em abril e não saiu, assistiu o BOVESPA cair por volta de 14% e alguns papéis caíram mais, outros menos.
Para aqueles, como eu, que acreditam que o mundo continuará a funcionar sobre as mesmas premissas, conseguiram enxergar algumas oportunidades no mercado financeiro.
Os mais ousados e com alguma reserva financeira aproveitaram esta indiscutível baixa para entrar, pois muitos papéis estão depreciados. A resposta que você precisa se ter é quanto tempo você pode esperar pela valorização? A crise parece que ainda não chegou ao fundo, ou melhor, não deu sinais de que tenha sido contornada. Tudo começou com a Grécia, mas Portugal, Espanha, Itália e Turquia já foram tragados pelo furacão.
Aos mais comedidos existe outra opção: o tesouro direto. Os ganhos são normalmente menores do que os propiciados pelo BOVESPA, mas o risco é infinitamente menor. Para investir na bolsa ainda existem outras questões como saúde da empresa, distribuição de dividendos e uma gama de indicadores financeiros que precisamos compreender e avaliar.
Então, o que você pretende fazer? Eu optei pelas duas alternativas para diluir o risco. Parte apliquei em ações e outra em notas do tesouro nacional. Diminui a exposição ao risco e, infelizmente, também a parte rentabilidade por rendimentos pré-fixados, porém mais baixos.