Outro dia na Expo Money 2008 ouvi um palestrante repetir palavras que ouvi em 1994 em um seminário de Marketing em Florianópolis: “Filho, você precisa estudar e tirar boas notas, para que consiga ter base para entrar em uma boa universidade, para compor um bom currículo e conseguir um bom emprego”. O único problema nesta frase, como disse o próprio palestrante, é que em nenhum momento se fala o que devemos fazer com o dinheiro que iremos ganhar.
A educação financeira é um assunto que começou a ser discutido em alguns lugares, mas que ainda precisa ser muito difundido. É algo que há tempos as classes A e B perpetuam de pai para filho, mas a classe média nunca teve acesso a este tipo de ensinamento, salvo as tradicionais exceções que conseguem "fugir as leis da Matrix". É preciso quebrar o paradigma de que estudamos para trabalhar, pois precisamos de algo mais nos dias de hoje. Precisamos estudar para ter uma vocação e ter conhecimento para gastar e investir o fruto de nosso esforço mensal.
Administração financeira deveria ser matéria obrigatória desde o segundo grau, quando estudamos para fazer contas e não compreendemos sua aplicabilidade. Por que ninguém diz que estudando equações em algum momento aprenderemos a lidar com juros e financiamentos? Por que ninguém diz que geometria um dia seria importante para análises gráficas de bolsa de valores? Por que ao estudarmos história e geografia abordamos de forma muito basal aspectos econômicos e políticos? Espero que nos dias atuais isso tenha mudado, mas pelo comportamento geral, preciso ser cético e pessimista. A cada ano as escolas formam mais empregados, onde a competência se torna uma exceção. Os visionários e os criativos parecem cada vez mais raros em meio a uma cultura de mulheres fruta, verdura e fritura. A corrupção é moda, a alienação casualidade, a falta de tempo para instrução um acidente em uma cultura de muito para se fazer e pouco para se dedicar. A televisão se tornou uma tutora, mas infelizmente poucos canais ensinam o que as pessoas precisam aprender. É uma cultura de gastar, mas não para os ricos, que sabem investir e vivem apenas de seus dividendos que a cada dia aumentam suas fortunas.
A culpa não é do governo, mas do próprio povo, que acredita que a vida não deve ser levada tão a sério. Afinal, qualquer coisa, temos os amigos e os churrascos para se falar de futebol, da novela e do chefe. Esse que normalmente vai para o inferno em meio as boas intenções. Muitas vezes desamparado e sem conhecimento toma os pés pelas mãos e sabota o seu próprio futuro, sua empresa e o destino de todos que o cercam.
Por mais que eu continue a escrever, só uma coisa importante continua a ecoar neste trecho final: estudar.
Apenas aprendendo sobre a vida é que tiraremos o de melhor dela.
A educação financeira é um assunto que começou a ser discutido em alguns lugares, mas que ainda precisa ser muito difundido. É algo que há tempos as classes A e B perpetuam de pai para filho, mas a classe média nunca teve acesso a este tipo de ensinamento, salvo as tradicionais exceções que conseguem "fugir as leis da Matrix". É preciso quebrar o paradigma de que estudamos para trabalhar, pois precisamos de algo mais nos dias de hoje. Precisamos estudar para ter uma vocação e ter conhecimento para gastar e investir o fruto de nosso esforço mensal.
Administração financeira deveria ser matéria obrigatória desde o segundo grau, quando estudamos para fazer contas e não compreendemos sua aplicabilidade. Por que ninguém diz que estudando equações em algum momento aprenderemos a lidar com juros e financiamentos? Por que ninguém diz que geometria um dia seria importante para análises gráficas de bolsa de valores? Por que ao estudarmos história e geografia abordamos de forma muito basal aspectos econômicos e políticos? Espero que nos dias atuais isso tenha mudado, mas pelo comportamento geral, preciso ser cético e pessimista. A cada ano as escolas formam mais empregados, onde a competência se torna uma exceção. Os visionários e os criativos parecem cada vez mais raros em meio a uma cultura de mulheres fruta, verdura e fritura. A corrupção é moda, a alienação casualidade, a falta de tempo para instrução um acidente em uma cultura de muito para se fazer e pouco para se dedicar. A televisão se tornou uma tutora, mas infelizmente poucos canais ensinam o que as pessoas precisam aprender. É uma cultura de gastar, mas não para os ricos, que sabem investir e vivem apenas de seus dividendos que a cada dia aumentam suas fortunas.
A culpa não é do governo, mas do próprio povo, que acredita que a vida não deve ser levada tão a sério. Afinal, qualquer coisa, temos os amigos e os churrascos para se falar de futebol, da novela e do chefe. Esse que normalmente vai para o inferno em meio as boas intenções. Muitas vezes desamparado e sem conhecimento toma os pés pelas mãos e sabota o seu próprio futuro, sua empresa e o destino de todos que o cercam.
Por mais que eu continue a escrever, só uma coisa importante continua a ecoar neste trecho final: estudar.
Apenas aprendendo sobre a vida é que tiraremos o de melhor dela.
Nenhum comentário:
Postar um comentário