Em todas as palestras e seminário sobre educação financeira que participei nos últimos meses ouço o comentário de que comprando na baixa e vendendo na alta é possível capitalizar com os papéis a vista do BOVESPA. Infelizmente, devido a falta de conhecimento, ou necessidade, percebo que os pequenos investidores tentam se desfazer de suas aplicações em momentos de crise como este. Vendem na baixa e provavelmente voltarão para a bolsa quando o mercado superar a crise. Isto é, comprarão na alta. Vendem barato e compram caro.
Ironicamente as matérias nos jornais são um tanto conflitantes, reportando o êxodo das aplicações da classe média para renda fixa, CDB e Tesouro Direto. Se a leitura não for feita com cuidado acaba passando desapercebido o fato de que ninguém ali desistiu de seus papéis na bolsa, mas que os novos aportes tem menor peso na cesta de investimento. Afinal, estamos em um momento de baixa! É preciso tomar uma atitude menos arriscada. Apesar da perspectiva é do mercado cair ainda mais nos próximos meses é certo que aqueles que tiverem participação acionária no BOVESPA colherão os frutos no futuro. Espero eu, inclusive, que este momento da virada não demore a chegar, mas esperar a configuração de uma tendência de alta um ato supremo de clarividência. Se você pensa a longo prazo e não acredita no fim do sistema financeiro como existe hoje, podemos dizer que investir em ações um ato inconseqüente?
Empresas atualmente estão recomprando as próprias ações acreditando na recuperação do mercado e em alguns casos retomando o controle acionário de suas atividades. Elas fariam isso se não acreditassem em uma iminente recuperação do mercado? Quanto maior a participação acionária maior a participação sobre os lucros, reduzindo assim a necessidade de aportes através de empréstimos e o pagamento de spreads.
Não estou dizendo que produtos com rendimentos pré-fixados são um mau negócio, mas reserve parte de seu capital (menos que seja mínima) para produtos de rendimento variável, que a médio, ou longo prazo, podem lhe trazer ganhos maiores. Ganhos estes proporcionais ao risco.
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