sexta-feira, 31 de julho de 2009

INSSURREIÇÃO

Há tempos eu tinha o hábito de ler o jornal no início do dia e assistir ao noticiário noturno para me manter atualizado, mas a mídia profissional tornou-se um arauto do apocalipse social, fazendo jus a máxima de que desgraçada é o que faz vender jornais e revistas - ou algo parecido com isso.
Salvo o futebol, e isso quando o seu time é o vencedor, a primeira página está recheada de problemas, catástrofes e corrupção. Não sei se esta apologia a desgraça é feita de forma consciente, ou é resultado da distorção de um jornalismo investigativo e de denúncia, mas esta forma de informar tem afetado a vida das pessoas. Por mais absurdo que essa teoria possa parecer, não podemos desprezar o fato de que o ser humano toma decisões a partir das informações e conhecimento adquirido. Como somos bombardeados diariamente com informações negativas, inconscientemente levantamos barreiras que impossibilitam a construção de uma visão otimista para a vida.
Observe. Inicio a leitura e vejo o quanto o serviço público é ineficiente. Nas páginas seguintes seguem as entrevistas aos políticos. Pressionado, o poder executivo faz promessas que não dependem exclusivamente dele para serem cumpridas. Em seguida assistimos a uma guerra de vaidades e ganância de nossos representantes legais, que esqueceram seus papéis como servidores do povo, da maioria. Depois seguem as desgraças internacionais para finalmente chegarmos ao caderno de economia, que considera o desemprego o fato mais importante de tudo que se tem disponível para se veicular. O lado positivo é que ocasionalmente lemos algo de bom neste caderno. Por fim, o caderno sócio-cultural e de esportes.
Estamos dando espaço demais a quem deveria ser apenas uma nota no pé da página. A mídia deveria criar uma consciência construtivista, ao invés de um pensamento derrotista.
Ainda acredito que podemos salvar o mundo se nossos formadores de opinião abrirem mão desta visão pessimista e pouco construtiva da humanidade.
Onde estão nossos heróis? Não existe ninguém com poderes para criar um círculo virtuoso? Por que as pessoas de bem tem pouco espaço na mídia? Por que os projetos sociais não tem mesma cobertura que as artimanhas políticas e empresariais?
Diante deste quadro convoco todos a se rebelarem contra este sistema coercitivo em busca de algo que justifique um gasto de nosso minguado tempo e dinheiro.
Eu me pergunto se os financiadores destes veículos conseguem ler de forma frequente suas publicações e se manterem motivadas e detentoras do bem estar promulgado com direito em nossa constituição.
Brasileiros, onde foi parar o lado bom da nossa nação? Não existe prosperidade nestas terras que mereçam mais que alguns comentários? Quem se propõem a educar este povo tão carente de educação social, moral, política e financeira? Será que as belezas se resumem as imagens do caderno de viagem e as beldades que se dispõem a posar para as revistas dos mais diferentes temas? Somos tão fúteis assim?
Se esta é sua opinião, detentor do poder, eu não quero ler o que você tem a escrever.

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