terça-feira, 15 de novembro de 2011

NOVOS PARADIGMAS, NOVAS ESTRATÉGIAS

Nós nascidos entre os anos de 65 e 75 do século passados pegamos um mundo realmente em transição. Assistimos a música mudar, a política mudar, ao Brasil ruir e ser reconstruído de alguma forma. Assistimos o surgimentos de novas doenças, novas tecnologias, novos hábitos e um novo jeito de viver. Acompanhamos o crescimento econômico do país e finalmente novas formas de investir.
Nos últimos anos eu tentei ler um bocado sobre finanças pessoais e descobrir que quanto mais eu tentava entender, mas perguntas eu me fazia. O detalhe, eu queria saber o detalhe para investir com êxito, mas percebi que investir não é saber muito sobre uma coisa, investir é saber sobre economia, política, comportamento e acima de tudo, acompanhar as tendências macro e micro econômicas.
Tudo isso parecia lógico e palpável, até que as crises começaram a pipoca mundo a fora, mundo totalmente o cenário, acabando com o equilíbrio que regia o mundo financeiro. Calotes passaram a fazer parte do cotidiano e os planos de longo prazo começaram a se tornar incoerentes e imprevisíveis.
Hoje ainda não me considero uma grafista, mas sou um fundamentalista de curto/médio prazo. Com tanta instabilidade no mundo não consigo enxergar posições que se sustentem por muito tempo, sem acumular perdas e vivermos períodos de recuperação. É como tentar subir o escorregador pela rampa de descida. Patinando. Perdemos a escada, o previsível, o menos arriscado. Desta forma, minhas posições ganharam um status de aplicações provisórias. Dificilmente veja como manter uma posição por muito tempo, com o risco de perder os ganhos. O entra e sai ficou mais constante em busca de margens.
A leitura de todos aqueles livros não foi em vão. Apesar de parte de suas teorias terem sido vaporizadas pela inadimplênica global, os conceitos sobre poupar e como investir ainda são reais. Afinal, o primeiro passo para investir é mitigar dívidas e separar de forma consistente valores para serem aplicados na poupança, no mercado a vista, no tesouro direto, planos de aposentadorias, produtos bancários... enfim, tem para todos os gostos, níveis de conhecimento e capacidade para se dedicar.

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