terça-feira, 15 de novembro de 2011
NOVOS PARADIGMAS, NOVAS ESTRATÉGIAS
Nos últimos anos eu tentei ler um bocado sobre finanças pessoais e descobrir que quanto mais eu tentava entender, mas perguntas eu me fazia. O detalhe, eu queria saber o detalhe para investir com êxito, mas percebi que investir não é saber muito sobre uma coisa, investir é saber sobre economia, política, comportamento e acima de tudo, acompanhar as tendências macro e micro econômicas.
Tudo isso parecia lógico e palpável, até que as crises começaram a pipoca mundo a fora, mundo totalmente o cenário, acabando com o equilíbrio que regia o mundo financeiro. Calotes passaram a fazer parte do cotidiano e os planos de longo prazo começaram a se tornar incoerentes e imprevisíveis.
Hoje ainda não me considero uma grafista, mas sou um fundamentalista de curto/médio prazo. Com tanta instabilidade no mundo não consigo enxergar posições que se sustentem por muito tempo, sem acumular perdas e vivermos períodos de recuperação. É como tentar subir o escorregador pela rampa de descida. Patinando. Perdemos a escada, o previsível, o menos arriscado. Desta forma, minhas posições ganharam um status de aplicações provisórias. Dificilmente veja como manter uma posição por muito tempo, com o risco de perder os ganhos. O entra e sai ficou mais constante em busca de margens.
A leitura de todos aqueles livros não foi em vão. Apesar de parte de suas teorias terem sido vaporizadas pela inadimplênica global, os conceitos sobre poupar e como investir ainda são reais. Afinal, o primeiro passo para investir é mitigar dívidas e separar de forma consistente valores para serem aplicados na poupança, no mercado a vista, no tesouro direto, planos de aposentadorias, produtos bancários... enfim, tem para todos os gostos, níveis de conhecimento e capacidade para se dedicar.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
ALÉM DAS FINANÇAS
domingo, 12 de setembro de 2010
CORAGEM PARA SAIR
Na última semana, depois de acompanhar o incessantes sobre e desce resolvi tomar uma decisão com relação às minhas posições: resolvi sair. Não foi uma decisão leviana, mas baseada em alguns fatos que eu mesmo tratei de construir.
Tesouro direto (TD). Já buscando alternativas de menor risco, visto as fortes oscilações que a BOVESPA vinha sofrendo, apliquei parte do capital no Tesouro Direto. Apenas para lembrar, o Tesouro Direto é essencialmente a aplicação base da renda fixa fornecida pelos bancos como produto para você correntista. A diferença de aplicar direto através do seu home broker é que você não terá que dividir o lucro com ninguém. Melhor, você não terá que pagar uma taxa de administração ao banco. Nada contra, até por que, quem opta por investir através do banco, deve pagar pela prestação de serviço. Mas diante das facilidades que o próprio site do Tesouro Direito nos fornece é complicado entender que uma pessoa opte pelos bancos, salvo por falta de informação.
Resultados. Nos últimos 4 meses meus resultados com a BOVESPA praticamente foram nulos, enquanto através do TD eu consegui 6,5% já descontadas as taxas e IR.
E a BOVESPA? Não estou dizendo que a BOVESPA é um mau negócio, mas a vida é um ciclo e a BOVESPA não está nos seus melhores dias (a meu ver, mas não se esqueça que sou um pequeno e humilde investidor), fato que abriu espaço para outros produtos e alternativas do mercado. Mas como este mundo dá voltas, basta ficar de olho que um ponto de entrada aparecerá mais cedo, ou mais tarde.
domingo, 20 de junho de 2010
VOCÊ ENXERGOU A BAIXA DA BOLSA?
Depois de um 2009 com muitas possibilidades de investimento em uma BOVESPA consistente, graças a nossa estabilidade econômica, enfrentamos um 2010 com a bolsa em baixa, crise na Europa e uma impressionante desvalorização do euro. Quem estava posicionado em abril e não saiu, assistiu o BOVESPA cair por volta de 14% e alguns papéis caíram mais, outros menos.
Para aqueles, como eu, que acreditam que o mundo continuará a funcionar sobre as mesmas premissas, conseguiram enxergar algumas oportunidades no mercado financeiro.
Os mais ousados e com alguma reserva financeira aproveitaram esta indiscutível baixa para entrar, pois muitos papéis estão depreciados. A resposta que você precisa se ter é quanto tempo você pode esperar pela valorização? A crise parece que ainda não chegou ao fundo, ou melhor, não deu sinais de que tenha sido contornada. Tudo começou com a Grécia, mas Portugal, Espanha, Itália e Turquia já foram tragados pelo furacão.
Aos mais comedidos existe outra opção: o tesouro direto. Os ganhos são normalmente menores do que os propiciados pelo BOVESPA, mas o risco é infinitamente menor. Para investir na bolsa ainda existem outras questões como saúde da empresa, distribuição de dividendos e uma gama de indicadores financeiros que precisamos compreender e avaliar.
Então, o que você pretende fazer? Eu optei pelas duas alternativas para diluir o risco. Parte apliquei em ações e outra em notas do tesouro nacional. Diminui a exposição ao risco e, infelizmente, também a parte rentabilidade por rendimentos pré-fixados, porém mais baixos.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
INSSURREIÇÃO
Salvo o futebol, e isso quando o seu time é o vencedor, a primeira página está recheada de problemas, catástrofes e corrupção. Não sei se esta apologia a desgraça é feita de forma consciente, ou é resultado da distorção de um jornalismo investigativo e de denúncia, mas esta forma de informar tem afetado a vida das pessoas. Por mais absurdo que essa teoria possa parecer, não podemos desprezar o fato de que o ser humano toma decisões a partir das informações e conhecimento adquirido. Como somos bombardeados diariamente com informações negativas, inconscientemente levantamos barreiras que impossibilitam a construção de uma visão otimista para a vida.
Observe. Inicio a leitura e vejo o quanto o serviço público é ineficiente. Nas páginas seguintes seguem as entrevistas aos políticos. Pressionado, o poder executivo faz promessas que não dependem exclusivamente dele para serem cumpridas. Em seguida assistimos a uma guerra de vaidades e ganância de nossos representantes legais, que esqueceram seus papéis como servidores do povo, da maioria. Depois seguem as desgraças internacionais para finalmente chegarmos ao caderno de economia, que considera o desemprego o fato mais importante de tudo que se tem disponível para se veicular. O lado positivo é que ocasionalmente lemos algo de bom neste caderno. Por fim, o caderno sócio-cultural e de esportes.
Estamos dando espaço demais a quem deveria ser apenas uma nota no pé da página. A mídia deveria criar uma consciência construtivista, ao invés de um pensamento derrotista.
Ainda acredito que podemos salvar o mundo se nossos formadores de opinião abrirem mão desta visão pessimista e pouco construtiva da humanidade.
Onde estão nossos heróis? Não existe ninguém com poderes para criar um círculo virtuoso? Por que as pessoas de bem tem pouco espaço na mídia? Por que os projetos sociais não tem mesma cobertura que as artimanhas políticas e empresariais?
Diante deste quadro convoco todos a se rebelarem contra este sistema coercitivo em busca de algo que justifique um gasto de nosso minguado tempo e dinheiro.
Eu me pergunto se os financiadores destes veículos conseguem ler de forma frequente suas publicações e se manterem motivadas e detentoras do bem estar promulgado com direito em nossa constituição.
Brasileiros, onde foi parar o lado bom da nossa nação? Não existe prosperidade nestas terras que mereçam mais que alguns comentários? Quem se propõem a educar este povo tão carente de educação social, moral, política e financeira? Será que as belezas se resumem as imagens do caderno de viagem e as beldades que se dispõem a posar para as revistas dos mais diferentes temas? Somos tão fúteis assim?
Se esta é sua opinião, detentor do poder, eu não quero ler o que você tem a escrever.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
VOCÊ SABE POUPAR?
"Ah! Gastei por necessidade". Problemas de saúde, ou excedente naquela viagem no feriado prolongado? Tente separar 20% do seu ordenado para imprevistos, ou para realização de desejos e mantenha um padrão de vida com os outros 70%. Em "Dinheiro, os segredos de quem tem" Gustavo Cerbasi sugere em caso de endividamento no curto prazo a retirada provisória de capital da poupança, ao invés de pagar juros aos bancos. Como nunca soube poupar, tomei o cuidado de criar uma situação inegociável. Minha única alternativa é a disciplina para ter um presente com mais qualidade, pois o futuro, não é mais negociável.
Se você acha que não ganha o suficiente para isso, invista em sua educação. Forme-se. Especialize-se. Seu empregador agradecerá ao perceber que possui mão de obra qualificada, mas se não agradecer, alguém agradecerá. Pois para toda panela existe uma tampa.
Por fim, o objetivo deste texto é incentivá-lo a cuidar melhor daquele que poderá proporcionar uma vida mais confortável e prazerosa no futuro: seu bolso. Em EU NÃO SABIA POUPAR eu deixei uma sugestão. Não a considero a melhor, mas foi a que encontrei para não atrapalhar meu futuro. Boa sorte.
Leia também:
1. EU NÃO SABIA POUPAR
2. ESTAMOS PREPARADOS PARA O DINHEIRO?
3. PARADIGMAS MODERNOS
4. AGORA QUE POUPEI, QUAL O PRÓXIMO PASSO?
5. BOLSA EM TEMPO DE CRISE NÃO É LOUCURA
6. FUNDOS DE INVESTIMENTO – PARTE 1
7. FUNDOS DE INVESTIMENTO – PARTE 2
8. BOLSA: ACIMA DE TUDO UMA QUESTÃO SOCIAL
9. INSSURREIÇÃO
INSSURREIÇÃO
Esta história já foi ironizada milhares de vezes de diferentes formas, mas o que ninguém reparou é que ela está incompleta. Como todo conto americano, precisa de um objetivo e este objetivo é o primeiro milhão de dólares. Esta é a segunda metade da história que constatei depois de muito ler e refletir os livros de educação financeira, pois não podemos descartar a educação formal. Ela é a base estratégica nesta jornada onde você nunca esteve e talvez ninguém de sua família, ou círculo de amizade. O primeiro passo em direção a liberdade financeira é ganhar dinheiro. O segundo passo é gastar menos do que se ganha. Em seguida aprender a poupar e por fim, a investir. Quanto mais você investir, mais rapidamente você alcançará sua liberdade. Não pense que este processo depende de centenas, ou milhares de reais. Existem inúmeras histórias de riquezas construídas a partir de pequenas sobras.
A revolta contra um status quo que nos matem refém do trabalho, que nada tem a ver com vocação, pode ser bem sucedida baseada nestes quatro pilares. É algo que precisa ser feito para se alcançar a liberdade. Não falo apenas de liberdade financeira, mas liberdade para pensar, para agir, de tempo e outras liberdades mais que deixamos de ter por nos faltar condições. Irônico que todo processo só depende exclusivamente de uma coisa: sua decisão. Rebele-se.
Não é necessário dever para se ter algo de bom nesta vida. Abandone este paradigma.
Leia também:
1. EU NÃO SABIA POUPAR
2. ESTAMOS PREPARADOS PARA O DINHEIRO?
3. PARADIGMAS MODERNOS
4. AGORA QUE POUPEI, QUAL O PRÓXIMO PASSO?
5. BOLSA EM TEMPO DE CRISE NÃO É LOUCURA
6. FUNDOS DE INVESTIMENTO – PARTE 1
7. FUNDOS DE INVESTIMENTO – PARTE 2
8. BOLSA: ACIMA DE TUDO UMA QUESTÃO SOCIAL