sexta-feira, 31 de julho de 2009

INSSURREIÇÃO

Há tempos eu tinha o hábito de ler o jornal no início do dia e assistir ao noticiário noturno para me manter atualizado, mas a mídia profissional tornou-se um arauto do apocalipse social, fazendo jus a máxima de que desgraçada é o que faz vender jornais e revistas - ou algo parecido com isso.
Salvo o futebol, e isso quando o seu time é o vencedor, a primeira página está recheada de problemas, catástrofes e corrupção. Não sei se esta apologia a desgraça é feita de forma consciente, ou é resultado da distorção de um jornalismo investigativo e de denúncia, mas esta forma de informar tem afetado a vida das pessoas. Por mais absurdo que essa teoria possa parecer, não podemos desprezar o fato de que o ser humano toma decisões a partir das informações e conhecimento adquirido. Como somos bombardeados diariamente com informações negativas, inconscientemente levantamos barreiras que impossibilitam a construção de uma visão otimista para a vida.
Observe. Inicio a leitura e vejo o quanto o serviço público é ineficiente. Nas páginas seguintes seguem as entrevistas aos políticos. Pressionado, o poder executivo faz promessas que não dependem exclusivamente dele para serem cumpridas. Em seguida assistimos a uma guerra de vaidades e ganância de nossos representantes legais, que esqueceram seus papéis como servidores do povo, da maioria. Depois seguem as desgraças internacionais para finalmente chegarmos ao caderno de economia, que considera o desemprego o fato mais importante de tudo que se tem disponível para se veicular. O lado positivo é que ocasionalmente lemos algo de bom neste caderno. Por fim, o caderno sócio-cultural e de esportes.
Estamos dando espaço demais a quem deveria ser apenas uma nota no pé da página. A mídia deveria criar uma consciência construtivista, ao invés de um pensamento derrotista.
Ainda acredito que podemos salvar o mundo se nossos formadores de opinião abrirem mão desta visão pessimista e pouco construtiva da humanidade.
Onde estão nossos heróis? Não existe ninguém com poderes para criar um círculo virtuoso? Por que as pessoas de bem tem pouco espaço na mídia? Por que os projetos sociais não tem mesma cobertura que as artimanhas políticas e empresariais?
Diante deste quadro convoco todos a se rebelarem contra este sistema coercitivo em busca de algo que justifique um gasto de nosso minguado tempo e dinheiro.
Eu me pergunto se os financiadores destes veículos conseguem ler de forma frequente suas publicações e se manterem motivadas e detentoras do bem estar promulgado com direito em nossa constituição.
Brasileiros, onde foi parar o lado bom da nossa nação? Não existe prosperidade nestas terras que mereçam mais que alguns comentários? Quem se propõem a educar este povo tão carente de educação social, moral, política e financeira? Será que as belezas se resumem as imagens do caderno de viagem e as beldades que se dispõem a posar para as revistas dos mais diferentes temas? Somos tão fúteis assim?
Se esta é sua opinião, detentor do poder, eu não quero ler o que você tem a escrever.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

VOCÊ SABE POUPAR?

Fulano há alguns meses havia decidido fazer uma poupança. Ciente dos recursos existentes no Internet Banking de seu banco criou uma poupança programada para retirar 10% de seu ordenado no dia do pagamento. Fiel seguidor das leis descritas no livro O homem mais rico da Babilônia construía ali o alicerce para sua independência financeira. Mas o início de ano chegou e com ele gastos com presentes, festividades, impostos e matrícula do colégio. O ordenado não iria cobrir todo o gasto, assim resolveu sacar parte das reservas, ou melhor, quase todo o trabalho de um ano poupando. Você já passou por isso? Não se sinta mal, pois você é apenas mais um na multidão. Se você já se organizou o suficiente para não precisar fazer isso fica aqui meus parabéns, mas se você não tem reservas e ainda se faz do cheque especial, empréstimos, ou parcelamento da fatura do cartão de crédito, um aviso: alguém está enriquecendo com os seus gastos.
"Ah! Gastei por necessidade". Problemas de saúde, ou excedente naquela viagem no feriado prolongado? Tente separar 20% do seu ordenado para imprevistos, ou para realização de desejos e mantenha um padrão de vida com os outros 70%. Em "Dinheiro, os segredos de quem tem
" Gustavo Cerbasi sugere em caso de endividamento no curto prazo a retirada provisória de capital da poupança, ao invés de pagar juros aos bancos. Como nunca soube poupar, tomei o cuidado de criar uma situação inegociável. Minha única alternativa é a disciplina para ter um presente com mais qualidade, pois o futuro, não é mais negociável.
Se você acha que não ganha o suficiente para isso, invista em sua educação. Forme-se. Especialize-se. Seu empregador agradecerá ao perceber que possui mão de obra qualificada, mas se não agradecer, alguém agradecerá. Pois para toda panela existe uma tampa.
Por fim, o objetivo deste texto é incentivá-lo a cuidar melhor daquele que poderá proporcionar uma vida mais confortável e prazerosa no futuro: seu bolso. Em EU NÃO SABIA POUPAR eu deixei uma sugestão. Não a considero a melhor, mas foi a que encontrei para não atrapalhar meu futuro. Boa sorte.

Leia também:
1.
EU NÃO SABIA POUPAR
2.
ESTAMOS PREPARADOS PARA O DINHEIRO?
3.
PARADIGMAS MODERNOS
4.
AGORA QUE POUPEI, QUAL O PRÓXIMO PASSO?
5.
BOLSA EM TEMPO DE CRISE NÃO É LOUCURA
6.
FUNDOS DE INVESTIMENTO – PARTE 1
7. FUNDOS DE INVESTIMENTO – PARTE 2
8. BOLSA: ACIMA DE TUDO UMA QUESTÃO SOCIAL
9. INSSURREIÇÃO

INSSURREIÇÃO

Há alguns anos eu assitia a uma palestra e o orador nos contou uma velha história, onde um pai fazia recomendações a sua prole dizendo: "Filho(a), você precisa estudar para adquirir uma boa base para passar no vestibular de uma universidade de renome. Você preisa se formar em uma faculdade que lhe traga satisfação e entrada no mercado de trabalho. Com isso, terá chances de conseguir um bom emprego e ter dinheiro para fazer o que quiser".
Esta história já foi ironizada milhares de vezes de diferentes formas, mas o que ninguém reparou é que ela está incompleta. Como todo conto americano, precisa de um objetivo e este objetivo é o primeiro milhão de dólares. Esta é a segunda metade da história que constatei depois de muito ler e refletir os livros de educação financeira, pois não podemos descartar a educação formal. Ela é a base estratégica nesta jornada onde você nunca esteve e talvez ninguém de sua família, ou círculo de amizade. O primeiro passo em direção a liberdade financeira é ganhar dinheiro. O segundo passo é gastar menos do que se ganha. Em seguida aprender a poupar e por fim, a investir. Quanto mais você investir, mais rapidamente você alcançará sua liberdade. Não pense que este processo depende de centenas, ou milhares de reais. Existem inúmeras histórias de riquezas construídas a partir de pequenas sobras.
A revolta contra um status quo que nos matem refém do trabalho, que nada tem a ver com vocação, pode ser bem sucedida baseada nestes quatro pilares. É algo que precisa ser feito para se alcançar a liberdade. Não falo apenas de liberdade financeira, mas liberdade para pensar, para agir, de tempo e outras liberdades mais que deixamos de ter por nos faltar condições. Irônico que todo processo só depende exclusivamente de uma coisa: sua decisão. Rebele-se.
Não é necessário dever para se ter algo de bom nesta vida. Abandone este paradigma.
Leia também:
1.
EU NÃO SABIA POUPAR
2.
ESTAMOS PREPARADOS PARA O DINHEIRO?
3.
PARADIGMAS MODERNOS
4.
AGORA QUE POUPEI, QUAL O PRÓXIMO PASSO?
5.
BOLSA EM TEMPO DE CRISE NÃO É LOUCURA
6.
FUNDOS DE INVESTIMENTO – PARTE 1
7. FUNDOS DE INVESTIMENTO – PARTE 2
8. BOLSA: ACIMA DE TUDO UMA QUESTÃO SOCIAL

quarta-feira, 3 de junho de 2009

BOLSA: ACIMA DE TUDO UMA QUESTÃO SOCIAL

A cada dia me surpreendo com o que aprendo sobre bolsa de valores. Minha última reflexão foi sobre o sistema financeiro como um todo. Talvez você saiba como a coisa toda funciona, mas conheci muitas pessoas que não fazem a menor idéia do que o assunto se trata. Assim, este artigo é escrito para aqueles que desejam saber um pouco mais sobre este inteligentíssimo sistema de capitalização de empresas.

Parte 1: Como uma empresa consegue se capitalizar?

Falando o óbvio, toda empresa necessita de capital para existir. Este capital, inicialmente é cedido por um investir. Na concepção da empresa, normalmente uma pessoa, ou um grupo de pessoas que acredita em uma idéia resolve criar uma empresa com o próprio capital. Até então, podemos supor que esta empresa é uma empresa de capital fechado, digo uma limitada.
Crescendo e atendendo a uma série de requisitos, esta empresa pode abrir seu capital, tornando-se uma sociedade anônima. Por que fazer isso? Analisando apenas o aspecto financeiro, a abertura de capital é uma forma mais barata de se captar recursos financeiros do mercado quando comparamos com empréstimos bancários por exemplo. A oferta de ações nada mais é do que uma forma da empresa capitalizar para investir, ou manter sua estrutura em funcionamento. Em troca do dinheiro que cedemos a esta, ganhamos uma participação sobre os resultados da empresa. Estes são informados aos acionistas através de relatórios periódicos, normalmente trimestrais, semestrais, ou anuais. O exemplo acima é puramente ilustrativo e ortodoxo, pois existem pessoas que vivem da especulação destes papéis, vivendo das oscilações dos valores ofertados no pregão do BOVESPA. Não é meu interesse discutir a eficiência, ou eficácia dos traders neste artigo.

Parte 2: Quem ganha quando uma empresa é bem sucedida?

Uma empresa bem sucedida trás benefícios para as seguintes pessoas:
1. Os acionistas (como já foi explicado acima)
2. Ao governo (pois empresas que realizaram lucro pagam impostos)
3. A sociedade através de empregos
4. A sociedade através dos gastos realizados pelo governo com o dinheiro arrecadado das empresas

O dinheiro que injetamos em uma empresa provoca uma reação em cadeia. Uma empresa capitalizada é capaz de sustentar sua produção, gerar empregos diretos e indiretos, gerar recursos para o governo através do recolhimento de impostos, que poderão ser revertidos em benfeitorias para a cidade na qual a empresa está inserida. Uma pessoa que investe, além de estar criando uma reserva financeira que poderá lhe proporcionar conforto e autonomia futura, é um cidadão que acredita no país e em seu sistema econômico. Enquanto o mundo seguir o paradigma atual, o sistema financeiro continuará sendo o alicerce de vida como conhecemos. A qualidade do nosso futuro é diretamente ligado a empresas bem sucedidas ao redor do planeta. Assim, escolher em que empresa investir é também um ato de responsabilidade social e ambiental.

Parte 3: existe risco de se perder dinheiro?
Todos os dias corremos o risco de perder dinheiro, ou realmente perdemos dinheiro. Perdemos dinheiro com atraso de contas, juros de cartões de crédito, compras a prazo, objetos que compramos e que tiveram pouca utilidade em nossas vidas, sem falar em outras formas como jogos de azar e loterias com probabilidades de sucesso infinitamente reduzidas em troca de fortunas. Dizem inclusive que é mais fácil ser atingido por um raio do que acertar um prêmio em uma das loterias.

Parte 4: é realmente possível ganhar dinheiro?
Sim, comprando os papéis certos você ganhará dinheiro. A questão é quanto e quando. Os ganhos são proporcionais ao quanto se aplica e o tempo que você mantém o investimento. Os dividendos são pagos por unidade de ação. Estes valores vão de poucos centavos a alguns reais no mercado à vista. Além disso, ainda existe um possível ganho com a valorização dos papéis. Com alguma habilidade é possível identificar momentos para "entrar", ou "sair" de uma papel. Não estou sugerindo que você se torne um trader, pelo contrário. Posições no longo prazo são rentáveis e não oferecem tanto trabalho para manutenção do investimento. Não mencionarei o mercado de opções e futuro, pois são extremamente voláteis e complexos.

Parte 5: então qual é o grande segredo?
Esta é a questão. Não há segredo, mas sim dedicação e estudo para compreender como o mercado à vista funciona. Existem várias formas de se investir. Estas variam de acordo com o interesse e disponibilidade para aprender sobre o assunto. Os investimentos podem ser iniciados através de produtos bancários até a aplicação direta através de home brokers. Cabe a você entender que tipo de investir será. Vale ressaltar que a utilização de intermediários no processo reduzirão suas margens de lucro, mas vale lembrar que mais vale algum lucro do que nenhum quando se aplica de forma inconsciente e sem preparo.

É isso. Espero que tenha sido proveitosa as informações.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

FUNDOS DE INVESTIMENTO - PARTE 2

O site da ANBID (www.anbid.com.br) é muito esclarecedor. Define e explica os diferentes tipos de fundos de investimento existentes no mercado. Não achei no site uma forma de listar os fundos de investimento existentes, mas com certeza deve existir.

Outro ponto interessante é que no site existia um link para um outro portal de informação chamado Como Investir? (www.comoinvestir.com.br). Neste existe uma documentação interessante para os iniciantes. Desde os primeiros passos para controle de despesas domésticas, até formas de poupar para construir uma reserva de segurança, ou para investimentos futuros.

Voltando aos fundos de investimento, estes são uma das boas alternativas existentes para se construir uma reserva financeira. Isso, claro, considerando que você não pretende desenvolver habilidades para tomar a frente de suas finanças. Como qualquer prestação de serviço, existe uma taxa de administração para pagar os préstimos de uma equipe de profissionais, que decidirão o melhor local para aplicar o seu dinheiro junto com dos demais condôminos. Particularmente considero alto o custo de administração de muitos fundos, onde impõem 4% de taxas administrativas, além de taxas de desempenho. Sim, se os ganhos forem além do esperado, eles darão uma mordida maior na fatia do bolo. Enfim, são as regras do jogo para aqueles que preferem terceirizar a administração de suas reservas financeiras.

Leia também:

1.     EU NÃO SABIA POUPAR

2.     ESTAMOS PREPARADOS PARA O DINHEIRO?

3.     PARADIGMAS MODERNOS

4.     AGORA QUE POUPEI, QUAL O PRÓXIMO PASSO?

5.     BOLSA EM TEMPO DE CRISE NÃO É LOUCURA

6.     FUNDOS DE INVESTIMENTO – PARTE 1

terça-feira, 28 de abril de 2009

FUNDOS DE INVESTIMENTO - PARTE 1

Tive a oportunidade de ir a uma reunião de um fundo de investimento. Foi muito produtiva, pois especialistas fundamentalistas fizeram uma resenha das posições da carteira, possibilidades futuras e possibilidades perdidas.

Para o investidor que segue carreira solo é uma oportunidade para se atualizar sobre o que vem acontecendo no mercado como um todo, visto a impossibilidade de se ler tudo o que está disponível na mídia, apesar do site do Bovespa concentrar o mais relevante das empresas.

Achei produtiva a apresentação da Gerdau e Usiminas como Blue Chips, pois apesar de já ter lido muito sobre o assunto, sempre existirá algo para se conhecer. Conheci uma carteira de investimentos com ênfase no mercado interno, evitando a dependência das exportações para se alcançar resultados satisfatórios. Outro ponto importante foi conhecer a relação preço/lucro para identificar uma boa pagadora de dividendos, ou mesmo papéis subavaliados quando comparados as concorrentes do setor.

Achei interessante a posição defensivista do fundo, confirmando uma análise racional e de baixo risco. Apesar de a literatura sugerir taxas administrativas anuais menores que 1%, a este fundo cobra 4% anuais. Barato? Caro? Preciso conhecer outros fundos para saber. A taxa de desempenho sobre grandes resultados existe, mas em alguns casos apenas.

Este fundo de investimento possui 60.000 associados e os resultados seguem um pouco acima do Bovespa, colocando-o no grupo de 30% que consegue resultados acima do índice disponíveis no mercado.

Enfim, quero conhecer outros fundos de investimento para conhecer seus custos de operação para formar uma opinião sobre o assunto e conhecer o site da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento).

Sumário atualizado:

1.     EU NÃO SABIA POUPAR

2.     ESTAMOS PREPARADOS PARA O DINHEIRO?

3.     PARADIGMAS MODERNOS

4.     AGORA QUE POUPEI, QUAL O PRÓXIMO PASSO?

5.     BOLSA EM TEMPO DE CRISE NÃO É LOUCURA

6.     CORRETORAS, BANCOS E INVESTIMENTOS

sábado, 25 de abril de 2009

CORRETORAS, BANCOS E INVESTIMENTOS

Uma primeira pergunta a ser respondida ao final da Expo Money 2008 era: Como investir na BOVESPA? Até então eu sabia que poderia fazê-lo através de fundos de investimentos, idéia totalmente descartada devido às taxas administrativas fatiando parte do lucro e, utilizadas para remunerar os administradores do fundo. Outro ponto negativo sobre os fundos é que um estudo foi realizado e indicou que 70% dos fundos possuem rendimentos abaixo do índice da BOVESPA.

A segunda pergunta: Qual agente eu iria utilizar para investir? Conversando com amigos, soube que através dos bancos era possível comprar ações, mas o que poucos sabiam sobre o custo operacional das operações.

Em pesquisa, identifiquei dois tipos cobrança para compra de ações: taxas pré-fixas e taxas sobre percentuais. As taxas pré-fixadas são valores explícitos para realização das ordens de compra, ou venda. Passando o olho nas corretoras, identifiquei o valor de 15 reais como média nas corretoras que trabalham com taxa fixa. A outra opção são as corretoras que trabalham com taxas percentuais. Não analisarei estas, pois normalmente são menos vantajosas no longo prazo. Mas como saber qual a melhor corretora? Esta missão eu deixarei para você. Minha escolha foi facilitada, pois minha corretora participava da Expo Money. Mas utilizei as seguintes premissas para eleger minha corretora: avaliar o home broker, atendimento por telefone e disponibilidade de relatórios fundamentalistas e técnicas, localidade da instituição e promoção de cursos e palestras para nosso desenvolvimento.

Quanto aos bancos, acho que os pequenos investidores não lhes são atraentes. A taxa de corretagem que me foi fornecida era sensivelmente mais alta que as oferecidas pelas corretoras. Além disso, os relatórios não estavam inclusos no pacote de serviços. Você ainda teria que pagar para ter acesso aos relatórios que normalmente facilitam a tomada de decisão. Seja para venda ou compra de papéis.

Home Broker é a aplicação que normalmente emitimos as ordens de compra e venda de nossas posições. Procure participar de uma palestra (normalmente gratuita) para você compreender como executará as ordens. Pelo menos as corretoras que tive acesso permitiam a participação de convidados em suas paletras.

O atendimento telefônico é fundamental para esclarecimento de dúvidas, ou mesmo solicitar a compra, ou venda de ações. É importante saber como você poderá atuar, caso o home broker não esteja funcionando.

Relatórios fundamentalistas e a análise técnica. A corretora que utiliza disponibiliza ambos, atendendo aos diferentes perfis de investidor. Bom para quem opera no intraday e para aqueles, como eu, que procuram adquirir posições visando um horizonte de longo prazo.

Localidade, cursos e palestras. Do que adianta trabalhar com uma corretora com uma taxa de corretagem mais baixa que as demais se ela não possui uma unidade próxima de você? Como você participará de palestras e cursos que frequentemente são promovidas para os associados e seus convidados? Apesar de existirem algumas corretoras no prédio em que trabalho, acabei optando por uma outra. Uma caminhada de cinco minutos da porta do trabalho me coloca dentro da corretora.

 

Outro dia conversando com um amigo ele me perguntou o que acontece com o dinheiro se a corretora fechar. Até onde segui com a leitura, podemos depositar nosso dinheiro em uma conta do BM&F e esta só receberá ordens de depósito e saque de uma conta em particular. Não adianta tentar transferir dinheiro de uma conta diferente para ela, pois o DOC não será realizado. Quanto a suas ações, estas são controladas pela BOVESPA. Existe uma preocupação muito grande em mostrar o quanto toda a operação é segura e existem medidas preventivas para que ninguém saia no prejuízo.

No site de investimentos da Agência Estado fornece outras informações interessantes para nos auxiliar nesta fase inicial como investidor. Boa leitura. 

Como tenho escrito sobre diferentes assuntos, achei interessante criar um sumário para facilitar o acesso a todos os artigos que redigi sobre administração financeira. Segue abaixo: 

1.     EU NÃO SABIA POUPAR

2.     ESTAMOS PREPARADOS PARA O DINHEIRO?

3.     PARADIGMAS MODERNOS

4.     AGORA QUE POUPEI, QUAL O PRÓXIMO PASSO?

5.     BOLSA EM TEMPO DE CRISE NÃO É LOUCURA

segunda-feira, 23 de março de 2009

UM TORCEDOR, CONSUMIDOR E ADMINISTRADOR

Sempre me disseram que nossa formação influencia a maneira como enxergamos as coisas ao nosso redor. Assim, enquanto descia a rampa do Maracanazinho em direção a saída conversava com um casal de amigos sobre a esperança de assistir o basquete renascer como esporte e talvez tenhamos assistido os primeiros passos deste processo, mas muito precisa ser feito.

O evento seguiu o cronograma de um Jogo de Estrelas. Campeonato de enterradas, três pontos, farta distribuição de brindes e um grande rachão com os melhores jogadores da NBB. Mas onde estava o locutor do ginásio informando quem convertia as cestas, ou quem havia feito a falta? Por que o placar eletrônico não informava estatísticas dos jogadores no lugar dos vídeos da NBA? Onde estavam as lojas de materiais esportivos ofertando produtos? Mas depois que descobri que a fornecedora do vestuário do meu time de coração não revende o material do time de basquete, eu temo pela sustentabilidade dos times e da liga.

Àqueles que como eu que foram ao estádio, valeu pela diversão, mas o jogo parece ter sido organizado para televisão. Nada contra, pois hoje ela parece ser o principal patrocinador da categoria, mas a captação de recursos merece maior diversidade e comprometimento. Até em museus já assisti movimentos mais agressivos de marketing, com chaveiros, autocolantes, canetas, camisetas, bandeiras, flâmulas e posters. Onde estavam as lojas com mini cestas, tênis, DVDs e tudo mais que um bom torcedor gostaria de ter como recordação?

Após quinze rodadas é difícil acreditar que tempo tenha sido motivo para elaborar um espaço para se comercializar produtos, mas quem sou eu para dizer isso? Sou apenas um torcedor. Ou melhor, um consumidor frustrado.

Não adianta anunciar no site que agora depende do torcedor. Se doze mil pessoas comprassem a camiseta por mês e o time chegasse às finais, esta teria que ser disputada em uma quadra improvisada no círculo central de um estádio de futebol com capacidade para receber uns sessenta mil pagantes.

Espero que o movimento de marketing anunciado desde o jogo seja executado com muita perseverança, pois apenas as camisas não serão solução para as finanças. A promoção dos jogos precisa ser trabalhada com maior antecedência e os ingressos ofertados de forma mais confortável ao torcedor, que pouca semelhança tem com o público que assiste aos jogos de futebol.

De qualquer forma, eu comprei a camiseta. Mas apenas uma.

quarta-feira, 11 de março de 2009

COERSÃO E EXTORSÃO

Nos últimos dias algumas experiências me fizeram lembrar do livro O LÍDER, de Rudolph Giuliani. O ex-prefeito de Nova Iorque conseguiu realizar inúmeras benfeitorias na área de segurança pública durante sua gestão. Estratégia que merece ser lida por nossos executivos públicos.

Nas últimas semanas tenho circulado por vários bairros do município do Rio de Janeiro e de Niterói durante o dia e às vezes à noite. Normalmente a placa informando sobre o estacionamento rotativo era exibida mais de uma vez em um único quarteirão, para que não tenhamos dúvida de que pagaremos pelo período que o carro estiver na vaga. Pensava eu que já pagávamos taxas e impostos para garantir nossa segurança, saúde, educação e no meio de mais um monte de direitos, nossas ruas e estradas. Mas a situação que vivemos é bem diferente.

Se me lembro um pouco das aulas introdutórias de direito, o estado possui o poder. Através das leis, digo da coerção, impõe limites aos cidadãos para que um mínimo de ordem seja instaurado em uma região. Assim, voltando ao estacionamento rotativo, através de seus agentes recebemos um bilhete que nos concede de duas a três horas de estacionamento dentro de um perímetro urbano. O problema foi ser confrontado por outros indivíduos, solicitando alguma quantia para garantir a segurança do carro. Bem, a coerção do estado é inevitável, pois as penalidades são ainda maiores do que os poucos reais cobrados, mas a extorsão é incabível. Onde está nosso poder de polícia? Nossa segurança? Não adianta minimizar a situação achando que se tratam de poucos reais. Se um único flanelinha conseguir três reais ao dia de vinte carros, teremos quase dois mil reais extorquidos ao mês por um vigia informal de carros. Se pensarmos em escala falamos de uma movimentação de milhões de reais. E não estou falando de um ou dois milhões. Quantos órgãos públicos poderiam se beneficiar deste dinheiro? A própria polícia poderia ser a beneficiária deste capital, se simplesmente garantisse o trabalho dos agentes credenciados e eliminasse os agentes ilícitos da cercania. Garanto que a injeção de dez a vinte milhões de reais ao ano é capaz de melhorar qualquer órgão, ou mesmo secretaria pública.

Mesmo inconformado, pago pelo ticket, mas me pergunto o que devemos fazer contra a informalidade? Se não dermos os dois, três, ou mesmo dez reais que nos são pedidos no momento em que paramos nossos carros, este valor pode se transformar em duzentos, trezentos, ou na franquia do seguro pelo sumiço do carro, que compramos já recheados de taxas e impostos que não vemos se transformar em benfeitorias para cidade, ou para população.

Institucionalizar a flanelagem foi uma cartada muito inteligente para rechear os cofres públicos e minimizar a presença dos infratores, mas infelizmente o serviço ficou pela metade. Mesmo com este reforço financeiro não assistimos melhorias em nenhum dos serviços públicos que continuam ineficientes e a população continua pagando os abusos daqueles que vivem as margens da lei. Hoje pagamos ao flanelinha legal e ao ilegal em algumas áreas, inclusive no centro. Cheguei a ouvir de um destes servidores ilícitos que ele não trabalhava com o ticket rotativo. Trabalho? Como alguém pode considerar extorsão um trabalho?

Assistimos a degeneração sócio-econômica no planeta inteiro, onde poucos centros pregam o desenvolvimento sustentável e oportunidade para todos. Mas onde estão estas oportunidades? Continuamos vivendo sobre a exceção. Os poucos obstinados que quebram este paradigma são citados pela mídia como exemplos as serem seguidos, mas sabemos que não existem condições, ou espaço para uma realidade sustentada sobre este conceito se o esforço não vier de cima para baixo. Por que? Não é por causa do dinheiro, mas por causa de recursos como educação e formação que as classes abastadas possuem. O povo é como uma criança. Precisa de orientação, mas se seus pais forem inconseqüentes, que tipo de futuro construirão com este tipo de educação? Reforço, que não estou falando de formação escolar, mas de princípios como ética e moral.

Outro dia ouvi um dito muito interessante. A formação será fundamental para o futuro profissional de um indivíduo, mas sua educação será o diferencial. Precisamos educar nossa população, pois diploma não garante a civilidade.

Onde estão os direitos humanos nesta hora?

sábado, 7 de fevereiro de 2009

A ETERNIDADE E A RIQUEZA

Como bom blogueiro, além de escrever, procuro ler o que outros adeptos dos artigos virtuais têm registrado em seus blogs.

Graças minha esposa tive acesso ao blog do Professor Marcos Crivelaro (http://delas.ig.com.br/mae/noticias/2008/05/06/meu_filho_vale_ouro_1299093.html), onde ele informa o quanto um filho vale. Se você é o pimeiro filho de um casalde classe médio, que estudou em colégios particulares, fez um curso de línguas e usufruiu de todos o caprichos inerentes  classe média, ao terminar este artigo levante-se e beije seus pais. Se estiver longe, ligue e diga o quanto os ama. Seus pais investiram aproximadamente meio milhão de reais até seus 23 anos de idade para você se tornar o indivíduo que é hoje. Espero que você tenha aproveitado esse investimento descomunal, que perpetue a sua família neste mundo e em franca ascensão sócio-econômica.

Meio milhão de aplicados de forma correta após 23 anos é um suporte financeiro que qualquer indivíduo de classe média gostaria de ter para lhe garantir conforto após o cumprimento de seu período laboral nesta vida. Consciente disso, todos os dias acordo e lembro-me dos plantões, serões e viagens que tiraram meu pai de dentro de casa. Tempo injustamente reclamado, mas convertido em segurança, educação e conforto. O amor é imensurável, pois não existe altruísmo maior do que montar uma família e fazer valer a sua história.

Segundo Professor Marcos, o investimento no segundo filho sai cerca de 20% mais em conta e o terceiro na casa de 35%. Quer provar de amor maior que esta?

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

ADMINISTRAÇÃO PARA ADMINISTRADORES

As vésperas de realizar meu cadastro junto ao Conselho Regional de Administração resolvi investigar com algumas pessoas que haviam realizado o registro os benefícios que a organização nos concederia. Para minha surpresa os poucos recém formados que tive chance de conversar não souberam me responder. Assim, pensando em esclarecer a dúvida seguem algumas informações que já tive acesso neste pouco mais de um mês como Administrador de carteirinha.

Meu primeiro ato foi a realização de um cadastro no site www.cra-rj.org.br. Assim que a senha chegou no e-mail (por sinal foi bem rápido) que forneci do cadastro. Existe bastante informação disponível no site, mas rapidamente encontrei uma aba que me abriu um sorriso: Clube Virtual de Serviços. Vou citar apenas que tem desconto até para planos de saúde.

Aproveitando a promoção oferecida para pagamento a vista em janeiro, ganhei a assinatura da revista do CRA, onde tive acesso a informações muito relevantes para nós, Administradores de carteirinha. Durante o ano de 2008 foram reivindicadas centenas de vagas em concursos públicos. Os editais em que as vagas estavam sendo ofertas para profissionais com qualquer formação tiveram que ser retificados, explicitando que as vagas pertenciam aos profissionais formados em administração e cadastrados junto ao conselho. Além disso, começaram a correr as empresas do estado e fiscalizar quem ocupava os cargos de administração. Algo em torno de dez mil casos incorreram em processos, multas e recolocação profissional devido a presença de indivíduos exercendo a profissão de forma indevida.

Existem outras informações relevantes e interessantes. Agora cabe a você, Administrador, fazer parte desta organização que vem se tornando mais forte a cada ano.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

CONTROLE: ESTE É O SEGREDO

Dando continuidade as reflexões sobre finanças pessoais, vou falar sobre controle de gastos. Sei que vocês já ouviram, ou leram, que não devemos gastar mais do que se ganha. É verdade, não devemos gastar mais do que se ganha.

O ideal seria que criássemos condições de comprar o que precisamos (ou desejamos) a vista, que nos daria poder para barganhar vantagens, ou o preço final do produto. Mas infelizmente esta não é a realidade para a maioria, que acaba se sujeitando a financiamentos para a aquisição de bens de consumo.

Depois de alguns livros (que mencionarei como sugestão no final do artigo) e paletras ficou claro que o primeiro passo a saúde financeira é o controle. Controle para pagar todas as contas, controle para saber quando se tem liberdade para gastar um pouco mais, controle para poupar e controle para saber investir, apesar das oscilações do mercado.

Abaixo algumas informações que corroboro sobre gastar o próprio dinheiro:

·        Quem compra a vista gasta mais consigo e tem menos pesadelos com dívidas de médio e longo prazo. O desafio é desenvolver uma habilidade que reprima o desejo compulsivo de comprar e reserve o financiamento para o considerado essencial.

·       Manter as contas rotineiras e financiamentos dentro do orçamento mensal. No último domingo, 1/2/2009, o Jornal do Brasil publicou em seu caderno de economia uma estratégia interessante para o controle do orçamento. Batizado como método ABCD para as finanças ele organiza as despesas da seguinte forma: A, para os gastos com ALIMENTAÇÃO. Reuna tudo. Compras em mercado e feiras; B, para os gastos BÁSICOS. Estão nestes aluguel, condomínio, financiamentos, água, luz, telefonia e higiene pessoal; C, para os itens de caráter CONTORNÁVEL. São aquelas coisas que você possui para seu bem estar, mas que na hora do aperto poderia abrir mão nas horas difíceis; D, para todo o resto DISPENSÁVEL. Aqui ficam os exageros que cometemos por impulsos. Compras desnecessárias ou passeios com o dinheiro que deveria ser utilizados nos itens A e B. Se você não possui uma planilha para controle de gastos recomendo a que o BOVESPA disponibiliza gratuitamente em http://www.bovespa.com.br/Investidor/Educacional/Orcamento.asp. Com pequenos ajustes ela lhe será muito útil.

·        Atenção àqueles que se fazem de cartões de crédito e cheque especial. Em um piscar de olhos é o suficiente para ser engolido pelos spreads.

·        Criar um plano B para as fatalidades da vida profissional. Por quanto tempo hoje você conseguiria manter seu estilo de vida desempregado? Quantos salários você tem como reserva para uma emergência como esta? Vale lembrar que este dinheiro precisa estar em uma aplicação de fácil acesso. Não é com este dinheiro que você conseguirá grandes dividendos.

·        Poupe em busca de um futuro melhor. Aquele que poupa, reune capital suficiente para investir em aplicações mais rentáveis e mudar sua condição financeira em longo prazo. O artigo EU NÃO SABIA POUPAR fica como minha sugestão para se iniciar uma poupança. Mais para frente você terá que decidir como multiplicará seu capital. Aprender a gerir sua cesta de investimento, ou se fazer dos agentes de mercado e seus produtos.

 

Este é o princípio básico da riqueza. Percebeu como enriquecer é complicado? Existe uma fronteira muito tênue entre o que pode ser feito e o que tem que ser feito para sair de uma vida desregrada e envolta a dívidas.

Em relação a livros sobre o assunto, recomendo:

·        O Homem mais Rico da Babilônia

·        Pai Rico, Pi Pobre

·        Casais Inteligentes Ficam Ricos

·        Como Ganhar Dinheiro no Mercado Financeiro